lucas-papademosDepois de sete meses de incerteza, espera-se que os ministros das Finanças da zona euro, hoje reunidos em Bruxelas, dêem a luz verde para o resgate grego que deverá situar-se nos 130 mil milhões de euros. Este empréstimo irá permitir evitar, por agora, a insolvência.

“Já temos todos os elementos para um acordo”, referiu o ministro das Finanças francês, Francois Baroin. É essa a posição que o ministro francês vai defender dentro do Eurogrupo.

Problemas sobre o financiamento do país, e a questão da vigilância relativa à execução do programa ainda são questões a resolver entre os ministros da zona euro.

Segundo o jornal Público, Lucas Papademos, primeiro-ministro grego, decidiu ontem partir para Bruxelas onde espera falar com vários ministros antes da reunião.

Para receber os 130 mil milhões de euros o governo grego pôs em acção um novo leque de medidas de austeridade que lançaram imediatamente vários actos de violência no país. Além dessas medidas, Atenas terá que aceitar que uma parte do novo empréstimo entre automaticamente numa conta bloqueada destinada ao reembolso da dívida pública, noticia o Público.

A longo prazo, e tal constitui uma preocupação para os ministros, é a necessária redução da dívida grega de 160% do PIB para 120% em 2020. Segundo a mesma fonte, esta é uma condição imposta pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), sem a qual não poderá participar no novo empréstimo. Contudo, até 2020 será complicado cumprir esta meta pelo que obriga a procurar alternativas.

O Banco Central Europeu poderá aqui desempenhar um papel fundamental ao transferir as mais-valias que pode realizar com os títulos de dívida grega que comprou no mercado secundário a preços muito inferiores do seu valor, para os bancos centrais nacionais. Estes, através de dividendos para os respectivos governos, canalizam o dinheiro em benefício da Grécia.

No entanto, e para piorar a situação, segundo o Finantial Times, a Grécia vai precisar não de 130 mil milhões de euros, mas de 136 mil milhões de euros.

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