Os robôs vão substituir os humanos… mas só em parte

O futuro será das empresas capazes de construir algo para os consumidores e não daquelas que apostem apenas na disrupção. Quem o diz é Gerd Leonard, futurista e humanista, que dedica o seu tempo à análise daquilo que está para vir e na relação entre os humanos e as máquinas.

No Technovate, conferência organizada pela Accenture à margem do Web Summit, Gerd Leonard afirmou que empresas cuja actividade passe exclusivamente por criar algo disruptivo acabarão por não ter o sucesso desejado: veja-se o caso da Airbnb, que mudou totalmente o mercado de alojamento mas que está a ser alvo de duras críticas pelas consequências para a habitação de quem vive – e não apenas visita – nas cidades em que a plataforma está presente.

Na sua apresentação, Gerd Leonard indicou ainda que existe esperança para a humanidade. O responsável não acredita que as máquinas irão substituir as pessoas, irão apenas substituí-las em algumas tarefas. Tudo o que for automático e que não precisa de características como intuição e empatia, poderá ser atribuído a robôs, tornando os processos mais rápidos e eficientes.

Assim, aos humanos caberá fazer perguntas, deixando as respostas para os robôs. Gerd Leonard diz mesmo que os pais não devem ensinar os seus filhos somente a programar porque daqui a uns anos isso não resultará numa profissão. Devem, sim, ensiná-los a pensar, a questionar, a colocar em causa, algo de que as máquinas nunca serão capazes, na sua opinião. Ainda assim, alerta para o facto de que aprender a programar e compreender as tecnologias no geral é fundamental para que o poder esteja do lado da humanidade. Simplesmente, não deve ser esse o único foco.

Texto de Filipa Almeida

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