Startup aplica cortiça em equipamentos de refrigeração

A portuguesa Grõwancork é a responsável pelo desenvolvimento de chassis isolados para equipamentos de refrigeração comercial em aglomerado de cortiça expandida. Liderada por Filipe Guimarães, a startup está incubada na Amorim Cork Ventures e tem como ambição revolucionar a indústria da refrigeração para espaços comerciais.

Galerias Lafayette, Akiko, E.Leclerc, Carrefour e Airbus estão entre os espaços e empresas que já utilizam a nova solução, pensada para ser uma alternativa ecológica aos actuais injectados com poliuretano. O tipo de cortiça utilizado é 100% natural e dispensa o investimento em moldes por parte do cliente, garante a Grõwancork em comunicado, acrescentando que o material pode, depois, ser reciclado.

A Grõwancork destaca ainda a durabilidade das características técnicas e dimensionais, potenciando ganhos energéticos face ao isolamento tradicional. «Depois de uma vasta pesquisa de mercado, a cortiça apresentou-se como o melhor material para aplicar neste tipo de chassi da refrigeração comercial», conta Filipe Guimarães, director-geral da startup.

O plano da Grõwancork inclui o crescimento no mercado português mas também em Espanha, França, Itália e Alemanha, consideradas geografias prioritárias em termos internacionais.

Nuno Barroca, administrador da Corticeira Amorim, lembra que esta é a terceira startup da Amorim Cork Ventures a chegar ao mercado. «Depois d’ASPORTUGUESAS e da colecção Sugo Cork Rugs, apresentamos agora uma solução técnica para chassis de refrigeração industrial, tendo todos em comum a utilização de cortiça como elemento diferenciador e um negócio com grande potencial de exportação», refere.

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