Eleições: notas e promessas…

Por Ricardo Florêncio

Terminadas as eleições autárquicas, faz sentido apresentar algumas notas

Em primeiro lugar espero que os candidatos e as forças partidárias sejam tão rápidos a recolher, como foram a colocar, todos os cartazes, e demais material promocional utilizado nas suas campanhas. Em segundo lugar, não consigo compreender como é que alguém pode ficar satisfeito pelo facto da taxa de abstenção nestas eleições autárquicas de 2017 ter sido “apenas” de 45%. Ou seja, quase metade da população não foi votar. E interessava muito aprofundar as razões desta abstenção. Será falta de informação? Será uma total indiferença face ao que acontece à sua volta? Será pelo descrédito na política e nos políticos? Seja quais forem as razões, interessava muito perceber como voltar a interessar todas as pessoas por estes temas, que a todos tocam e influenciam.

Por fim, e talvez o mais relevante: como fazer cumprir as promessas que nos fizeram ao longo das campanhas? Não só os que ganharam, que deverão implementar tudo o que prometeram, mas também todos os que foram eleitos, que não ganhando, deverão envidar todos os esforços para levarem avante as suas ideias e propostas. Todos eles receberam votos, mandatos, com base nos programas de estratégias, acções, iniciativas, que foram apresentando à sociedade, aos eleitores, aos cidadãos. E agora? Que meios têm esses mesmos eleitores, cidadãos, de assegurarem que esses programas, essas promessas, vão ser cumpridos? Ou vamos ter de esperar pelo próximo ciclo eleitoral e assim temos um período de 4 anos, em que pouco, ou mesmo nada, possam fazer?

Editorial publicado na edição de Outubro de 2017 da revista Executive Digest

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