Produtividade e Meritocracia…

Por Ricardo Florêncio.

A nossa sociedade tem uma tendência, quase que se diria natural !!) para discutir e perder tempo com o que é acessório, irrisório, secundário, não focalizando, e dando a importância devida ao que é realmente importante .

Uma das questões mais baladas nos últimos tempos prende-se com as horas de trabalho. Muito se escreve, e debate, sobre as horas de trabalho semanais. Acredito que em algumas situações poderá até ser relevante. Mas na generalidade não o é. O nosso problema não são as horas que trabalhamos. É o fruto, o resultado, desse trabalho que está em causa. É a produtividade que extraímos dessas horas de trabalho. Esse é o nosso problema! Até podemos ser dos povos que mais horas trabalha por semana na europa ocidental. Contudo, e infelizmente, também somos dos países que apresenta um mais baixo índice de produtividade. E era este o assunto que se deveria discutir. Como aumentamos a nossa produtividade? Como conseguir colocar os nossos recursos a produzir mais, melhor! E aqui entra uma outra questão que deveria estar nas nossas agendas. A questão da meritocracia. Como premiar os melhores? Os que mais produzem? Pois se não houver distinção, qual na verdade o estímulo que damos para que as pessoas sejam mais produtivas? Como incentivar alguém a ser melhor, se depois não os diferenciamos? Apesar dos esforços que têm sido feitos, Portugal ainda não é um País onde se cultive a meritocracia. Onde se promova, e incentive o mérito.
Estes sim, são dois assuntos que deveriam merecer a nossa atenção.

Editorial publicado na edição de Maio de 2016 da revista Executive Digest

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